EDUCAÇÃO NO BRASIL – Um caminho para o futuro

A história da educação no Brasil teve início com o descobrimento e chegada dos jesuítas, que fundaram missões, seminários, residências e colégios, com o fim evangelizar os índios. No século XVIII os jesuítas foram expulsos e deu-se início a Era Pombalina, que mudou o foco da educação para os interesses do Estado, ao invés dos interesses da igreja. Com a vinda da corte para o Brasil no século XIX, D. João VI fundou as Academias Militares, Escolas de Direito e Medicina, a Biblioteca Real, o Jardim Botânico e a Imprensa Régia.

Dessa época até o início do século XX muito pouco aconteceu. Foi na era Vargas, a partir de 1930, que ocorreram as reformas educacionais mais recentes, como a expansão da rede pública de ensino no país, processo que se estendeu até o início dos anos 1980. Antes disso as universidades e escolas se encontravam somente nos centros urbanos.

Hoje em dia, a educação vive uma transformação. Embora existam muitos problemas, um novo horizonte se abre para os estudantes brasileiros.

O Brasil ocupa o 53º lugar em educação, entre 65 países avaliados pelo PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). Os números também tratam das crianças fora da escola hoje no Brasil (731 mil), de analfabetos funcionais (cerca de 28% entre 15 e 64 anos) e que somente 20% dos jovens brasileiros concluem o ensino fundamental. As fontes são do IBGE, IBOPE e Todos pela Educação respectivamente.

Novas correntes pedagógicas surgem para mudar esse quadro, ampliando a visão que se tem hoje em dia sobre a educação. O Construtivismo Sócio-Interacionista é a corrente atual, criada por Vygotsy, onde o processo de aprendizagem acontece entre o indivíduo e o meio. A cultura e a linguagem passam a ser recursos importantes para a construção do conhecimento. Muitos desses conceitos vêm sendo aplicados em escolas do Brasil, e professores e alunos já podem sentir seus efeitos. Prêmios e reconhecimento da própria UNESCO mostram que escolas do Brasil estão mudando a realidade da educação.

Um processo que ocorre desde 2009 é a inserção de novas das disciplinas nas escolas. O congresso nacional discute a implantação de 250 novas disciplinas no currículo escolar, o que é alvo de muitas discussões. Algumas dessas são: xadrez, educação no transito, males da dependência química, educação financeira e gravidez na adolescência. Muitos argumentam que esses assuntos deveriam ser incorporados em matérias já existentes, pois haverá uma sobrecarga para professores e alunos. Disciplinas como filosofia e sociologia, extintas do currículo escolar na década de 70 voltaram para a grade, e outras ainda estão por retornar, como a “educação, moral e cívica”, disciplina criada na época da ditadura militar.

Uma mudança efetiva que ocorreu nos anos 2000 foi a implantação dos PCN (parâmetros curriculares nacionais) que visa unificar o ensino das escolas do país, organizando a abordagem dos conteúdos e as aplicações práticas das matérias para os alunos. Atualmente os PCNs levam em consideração a cultura e os costumes regionais, como por exemplo, a leitura de cordéis nas aulas de literatura.

Embora esses esforços tenham contribuído para uma evolução da educação, muito ainda deve ser feito. Ainda faltam investimentos, recursos e uma política de conscientização da importância da educação, além da formação e capacitação adequada de professores. Em algumas regiões existem computadores de última geração à disposição dos alunos, enquanto em outras, faltam livros, carteiras e até professores.

Comparado aos países do primeiro mundo ao educação do Brasil fica um pouco em desvantagem. O próprio desenvolvimento econômico vê sua continuidade prejudicada devido à falta de profissionais capacitados para ocupar vagas disponíveis. Essa é uma preocupação do governo, que nos últimos anos vem ampliando o número de vagas nas universidades públicas, inaugurando novas escolas técnicas e criando programas de bolsas e financiamento estudantil como o PRO UNI e o FIES.

Uma nação que está em pleno crescimento como o Brasil não pode esquecer dessa questão. A Educação do Brasil precisa acompanhar o crescimento, para ser a base da estabilidade e prosperidade do país. A educação é o caminho mais seguro para um futuro brilhantes.

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